segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Plano Diretor Regional do Comperj é elaborado

A três anos da inauguração do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, o Leste Metropolitano está para ganhar o seu Plano Diretor Regional. A pedido do Consórcio Intermunicipal do Leste Fluminense (Conleste), a Universidade Federal Fluminense (UFF) vai elaborar o documento, que será um guia para os 14 municípios da região, entre eles, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, promoverem um desenvolvimento sustentável e impedir a favelização, engarrafamentos no trânsito, a degradação ambiental e o aumento da violência.
"Para fazer o projeto, primeiro será feita uma pesquisa de campo, levantando os problemas e as necessidades de cada município. Serão ouvidos todos os segmentos da sociedade, como associações de moradores, sindicatos, entre outros. Para isso será necessário um financiamento da Petrobras”, explicou Álvaro Adolpho. A Prefeitura de Niterói informou que na revisão dos Planos Urbanísticos e na revisão do Plano Diretor irá alterar algumas diretrizes visando principalmente a mobilidade urbana. A Prefeitura de Itaboraí começou a rever o seu Plano Diretor no ano passado. O secretário de Indústria, Turismo e Comércio, Ricardo Guimarães, informou que o Plano está sendo refeito para ordenar Itaboraí de acordo com as novas expectativas. As prefeituras de São Gonçalo e Maricá também já começaram a rever seus planos diretores.

Teste confirma continuidade da acumulação de Guará

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, participou ontem na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), da abertura do ciclo de palestras do Seminário "Qualificar e Competir: Petróleo & Gás Natural. O presidente fez a apresentação do Plano de Negócios 2011-2015 e falou sobre a necessidade de capacitação da indústria e da mão-de-obra do setor de óleo e gás. Em sua apresentação, Gabrielli estimulou os empresários a pensar no longo prazo e visar a competitividade internacional da cadeia produtiva. "O futuro do mundo está em águas profundas. Agora está no Brasil, mas pode ser que daqui a algum tempo esteja na África, no Ártico, ou em outros lugares”, disse.

De acordo com o vice-presidente da Firjan, Raul Sanson, lá fora os números não estão tão firmes. “É preciso, tirar todo o proveito possível dessa parcela de investimentos para tentar agregar o máximo de conteúdo local e movimentar essa vasta cadeia produtiva, que gera muitos empregos no pai” . No evento, Gabrielli também mencionou diversas iniciativas que já proporcionam o desenvolvimento do conhecimento e da pesquisa em tecnologia (Redes Temáticas), da cadeia de fornecedores (Progredir) e da capacitação de profissionais (Prominp). O presidente falou ainda sobre a necessidade de uma parceria entre os diferentes atores da indústria do petróleo e gás. “Se passarmos para uma fase de crescimento de curva de aprendizado, com o estágio atual do conhecimento, ao mesmo tempo em que adicionarmos novas tecnologias, daremos um salto. O futuro do petróleo no mundo está em águas profundas.”

Em busca de suprir os gargalos da mão de obra qualificada e com um ambiente de negócios competitivo em busca por inovação, foi elaborada pela Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip), Firjan e pelo Instituo Brasileiro de Petróleo (IBP) e pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi) e do Sebrae a “Agenda de Competitividade da Cadeia Produtiva de Óleo e Gás Offshore no Brasil”. Seu principal objetivo é ter uma agenda mínima de ações que devem ser implementadas e seus impactos positivos para o desenvolvimento do país em termos de geração de empregos e renda.

Universidade Petrobras

Como a Petrobras prevê investimentos da ordem de R$ 224 bilhões para o período 2010-2014, a Universidade Petrobras (UP), já atenta à grande demanda por profissionais de nível técnico, lançou o Programa Profissões de Futuro (PPF) em 2010. A fase piloto do projeto aconteceu em parceria com o Sistema Firjan, por meio do SENAI, e a Secretaria Municipal de Educação, no Centro de Tecnologia SENAI Automação e Simulação, na cidade do Rio. Segundo o gerente-geral da UP, Ricardo Salomão, o Profissões de Futuro é uma ferramenta customizada para informar aos jovens o potencial da carreira técnica. "Em 2010, durante a fase piloto, a palestra atingiu 1.831 estudantes nos estados do Rio, da Bahia e de Pernambuco. Este ano, a ideia é atingir mais de 38 mil estudantes em todo o país", diz Ricardo.

OSX mira plano de negócios da Petrobras

No 2° trimestre de 2011, a OSX Brasil recebeu a Licença de Instalação para a implantação da Unidade de Construção Naval no Açu e obteve aprovação da prioridade de apoio financeiro ao projeto da UCN Açu pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante, com uma linha de crédito de até R$ 2,7 bilhões. A receita do período foi de R$ 25,350 milhões e o caixa consolidado da companhia e de suas controladas em 30/6/2011 é de R$ 1,8 bilhão.

Os principais investimentos (CAPEX) da empresa no período foram feitos nas unidades de Exploração & Produção que serão fretadas à OGX. FPSO OSX-1: investimos US$ 64,9 milhões no 2T11 para sua customização, estando tal ativo registrado no balanço da Companhia por US$ 590,0 milhões (base 30.06.2011). FPSO OSX-2: investimos US$ 61,7 milhões no 2T11 referente ao pagamento do primeiro marco do contrato de EPCI (Engineering, Procurement, Construction & Installation) com a SBM e custos correlatos. WHP-1 & 2: investimos US$ 6,4 milhões em 2011 nos projetos de engenharia e trabalhos iniciais relativos às duas plataformas fixas de exploração de petróleo.

“O segundo trimestre de 2011 trouxe importantes conquistas para OSX. Recebemos a licença de instalação para darmos início a construção do maior estaleiro das Américas. O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante aprovou a prioridade de apoio financeiro ao projeto da Unidade de Construção Naval do Açu, com uma linha de crédito de longo prazo (18 a 20 anos), que pode chegar a R$ 2,7 bilhões, com uma taxa entre 2% e 4% ao ano em dólar. E, além disso, continuamos avançando na execução de nossa carteira firme de pedidos de sete equipamentos (5 FPSOs e 2 WHPs), para atender a nossa cliente OGX. Essas conquistas reafirmam o êxito das estratégias adotadas e temos muito orgulho de compartilhá-las com nossos investidores, parceiros e funcionários.” afirmou Luiz Eduardo Carneiro, Diretor Presidente da OSX.

USD 11 bi em investimentos internacionais até 2015

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, detalhou sexta-feira (29), em Brasília, o Plano de Negócios da Companhia para o período 2011-2015 em entrevista coletiva para os correspondentes estrangeiros. O Plano de Negócios Petrobras 2011-2015 com investimentos de USD 224,7 bilhões para o período prevê investimentos de USD 11 bilhões na área internacional. Desse montante, 87% serão destinados à área de Exploração e Produção (E&P) em ativos no exterior.
O foco está no desenvolvimento da exploração e produção no Golfo do México e Costa Oeste da África (Nigéria). Os 13% restantes deverão ser destinados para as áreas de distribuição e refino. Segundo Gabrielli o plano de negócios é sólido e financiável. Em relação ao levantamento de recursos para os investimentos e para saldar a dívida, o presidente explicou que a Petrobras possui hoje, em caixa, USD 26 bilhões. Além disso, depois de pagar dividendos, a Companhia vai gerar entre USD 125 e USD 149 bilhões por meio de suas atividades operacionais.

Petrobrás quer ser a maior produtora de etanol no Brasil até 2015

O presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, afirmou nesta sexta-feira, 29, que a empresa planeja se tornar a maior produtora de etanol no Brasil até 2015, alcançando 12% do mercado nacional. Atualmente, a companhia ocupa o terceiro lugar, com 5,3% da produção no País. A Cosan-Shell lidera, com 7%. O Plano de Negócios 2011-2015, anunciado na última sexta-feira, prevê investimentos de US$ 4,1 bilhões em biocombustíveis até 2020, dos quais US$ 1,9 bilhão voltados para a produção de etanol. "Claro que o álcool é rentável, os usineiros estão dominando o Brasil a 450 anos", completou Gabrielli.

DIESEL


O Brasil deverá se tornar autossuficiente em diesel até 2015, chegando à mesma situação em relação à gasolina em 2018 ou 2019, afirmou o presidente da Petrobrás. Até lá, completou, a companhia continuará importando o combustível para dar conta da crescente demanda do País. "A Petrobrás pode importar e vai importar, porque tem compromisso de não deixar faltar gasolina. Este ano já importamos o equivalente a 3 dias de abastecimento e no segundo semestre vamos importar mais", reafirmou o executivo.

Segundo ele, as refinarias da empresa - que detém 100% do refino no País - estão operando no limite, a 92% da capacidade instalada. "A demanda por gasolina cresceu 19% em 2010, este ano já aumentou 7%. Cresce mais do que o PIB", acrescentou. Para Gabrielli, o estrangulamento da produção é uma das "boas dores do crescimento econômico". De acordo com ele, os estoques de combustível no País estão em níveis adequados, mas, de qualquer forma, o consumidor não é afetado pela importação.

FERTILIZANTES

Gabrielli afirmou que a companhia também tem planos de expandir a produção de fertilizantes nitrogenados no País. O executivo, porém, evitou comentar as negociações da empresa com a Vale a respeito da produção de potássio em Sergipe. "Não podemos falar de negociações potenciais, mas estamos fazendo três plantas de produção de ureia e amônia, que vão levar o Brasil a ser autossuficiente em amônia em 2015 e reduzir pela metade a importação de ureia no mesmo ano", afirmou Gabrielli, citando empreendimentos nos Estados do Mato Grosso, Minas Gerais e Espírito Santo.

Segundo ele, elevar a produção de fertilizantes é estratégico para o mercado de gás natural no Brasil. "Atualmente, mais da metade do mercado nacional de gás depende da expectativa de chuva, então você não tem certeza nunca qual é a quantidade de gás que vai ser usada em termoelétricas. O objetivo é melhorar a rentabilidade para a Petrobrás", completou. Produzir fertilizantes seria uma forma de otimizar o consumo do gás produzido pela própria Petrobrás.

CAPITALIZAÇÃO

Apesar de os investimentos previstos pela Petrobrás até 2015, de US$ 224,7 bilhões, demandarem captação de US$ 67 bilhões a US$ 91 bilhões, o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, descartou uma nova capitalização da companhia, a exemplo da ocorrida em 2010. "Estamos tranquilos do ponto de vista financeiro. Não é possível garantir os recursos que a Petrobrás precisa apenas no mercado interno, mas o mercado externo estará aberto", disse Gabrielli. Ele lembrou que a companhia conseguiu captar US$ 6,5 bilhões em janeiro de 2009, no auge da crise financeira internacional. Segundo Gabrielli, a empresa só não terá acesso a financiamentos no mercado "se o mundo acabar". "Somos uma empresa que está crescendo, com enorme potencial físico no pré-sal, com mercado interno em expansão onde dominamos", acrescentou.